Os media sociais não são nada de novo; nem são novas as reivindicações de que os media sociais vieram trazer grandes mudanças.
Apesar de se falar de terem desempenhado um papel fundamental nas sublevações árabes da Primavera, já em 2008 foram considerados um considerável factor de mudança.
A eleição de Barack Obama naquele ano foi atribuída em parte à impressionante organização que levou ao aumento dos votos e do apoio. Os media sociais desempenharam um papel crucial.
Os media sociais não são nada de novo; nem são novas as reivindicações de que os media sociais vieram trazer grandes mudanças.
Apesar de se falar de terem desempenhado um papel fundamental nas sublevações árabes da Primavera, já em 2008 foram considerados um considerável factor de mudança.
A eleição de Barack Obama naquele ano foi atribuída em parte à impressionante organização que levou ao aumento dos votos e do apoio. Os media sociais desempenharam um papel crucial. A sua campanha construiu uma vasta rede de apoiantes online que promoveram o voto, ajudaram a angariar um valor recorde de seiscentos milhões de dólares em donativos e criaram clips de vídeos que foram vistos milhões de vezes na internet.
2009 foi o ano em que o micro-blog Twitter disparou de forma maciça. No final daquele ano, algumas pessoas declararam que a sublevação no Irão (depois de os protestantes apontarem para fraudes no processo eleitoral) foi impulsionada pelo Twitter. O próprio Twitter reivindica que atrasou interrupções programadas para manutenção do sistema devido à necessidade de prestar serviço aos protestantes iranianos.
É óbvio que os media sociais desempenharam um papel no Irão. Por exemplo, as imagens captadas por um telemóvel da morte a tiro da jovem protestante “Neda” foram amplamente divulgadas e deram aos protestos um novo fôlego. O vídeo foi visto vários milhões de vezes no YouTube. Apesar disto, é difícil fundamentar que os media sociais tenham um papel assim tão relevante. Como declara Will Haven num artigo desta edição, a baixa percentagem de contas no Twitter dá uma ideia diferente.
Neste ano de 2011, várias fontes mediáticas dominantes têm questionado se estamos a testemunhar revoluções do Facebook no Médio Oriente. A Revista da NATO perguntou a vários especialistas se esta afirmação resistiria ao escrutínio. A resposta clara é que é necessário pôr travões à ideia de que uma tecnologia de comunicação (apesar de inovadora e poderosa) possa ter um efeito causal nos eventos que mudam o mundo.
Enquanto conduzia as entrevistas, em mais de uma ocasião lembrei-me de que no final dos anos oitenta, quer durante a revolta na Praça Tiannamen, quer na Europa Central e Oriental nos anos seguintes, quer em muitas outras revoltas não havia media sociais. Estas revoluções obtiveram diferentes graus de sucesso, mas existem poucos indícios de que as suas causas, o seu sucesso ou insucesso tenham estado directamente ligados às tecnologias de informação.
Deixo a última palavra a um dos entrevistados que afirmou simplesmente: “As revoluções fazem-se só com uma coisa: as pessoas”.

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