O fosso entre militares e civis:
a manutenção da paz e mais além
(© Claus Larsen)
Editorial
Gostaria de começar o meu primeiro editorial com uma confissão, uma sugestão e uma apresentação.

Em primeiro lugar, a confissão. Gostaria de ver mais mulheres na Notícias da OTAN, como autoras e colaboradoras. Não se trata apenas uma ideia simpática; tem também como objectivo que as diferenças de género se reflictam na crescente importância da segurança.

A chefe de redacção e a assistente da Notícias da OTAN são mulheres. Para além disso, esta edição conta com duas mulheres como autoras. Um bom começo.

As relações entre os homens e as mulheres são muitas vezes como as relações entre civis e militares: próximas, mas não suficientemente próximas.

Diversos artigos nesta edição demonstram que o tão desejado encontro de espíritos entre estes dois lados pode, muitas vezes, assemelhar-se mais a uma colisão.

Analisamos, por exemplo, como os lados civil e militar trabalham em conjunto (ou, por vezes, não) em tarefas como é o caso das Equipas de Reconstrução Provincial no Afeganistão.

Analisamos, igualmente, o modo como a OTAN pode trabalhar melhor com outras organizações, e consideramos a questão de a colaboração dever ser de baixo para cima ou cima para baixo.

Em segundo lugar, a sugestão. A Notícias da OTAN está a ser revista. Gostaria de receber feedback dos leitores acerca do que mudariam e do que manteriam. Clique aqui para enviar as suas ideias.

E, finalmente, a apresentação. Assumi recentemente a função de coordenador da Notícias da OTAN. Tenho formação como jornalista e redactor de discursos. Antecipo com entusiasmo o desafio de desenvolver a principal publicação da OTAN.

Quero terminar como comecei: com as mulheres. Eleanor Roosevelt disse uma vez: "As mulheres são como os saquinhos de chá: nunca se sabe quão fortes são até serem postos à prova." É uma boa descrição de muitos de nós, especialmente das mulheres e dos homens postos actualmente à prova do combate.

Paul King
O Ministro da Defesa colombiano descreve as estratégias para recuperar o controlo territorial e combater a produção e o consumo de droga.
Reportagem fotográfica de uma viagem a Mazar-e-Sharif, no norte do Afeganistão, pelo correspondente internacional dinamarquês Ole Damkjær e pelo fotógrafo Claus Larsen.
William Maley analisa o modo como as Equipas de Reconstrução Provincial (PRTs) têm evoluído e o que as espera.
James V. Arbuckle analisa o conflito entre civis e militares nas operações humanitárias bem como as aptidões e limitações dos soldados neste contexto.
David S. Yost explora a forma como a OTAN poderia combinar os seus pontos fortes com os de outras organizações internacionais.
Rita Grossman-Vermaas analisa o modo como podemos colmatar as lacunas das salvaguardas que previnem a proliferação de armas, de materiais e de conhecimentos perigosos.
Manjana Milkoreit defende que a OTAN é a organização mais bem preparada para assumir um papel dominante na reconstrução pós-conflito.
Matthew Taylor apresenta uma recensão da obra Humanitarian military intervention: The conditions for success and failure, de Taylor. B. Seybolt.
Ryan Hendrickson analisa a forma como a Suécia conseguiu tirar o melhor partido da neutralidade e da OTAN.